Retórica e Drama - Arte e Dialéctica
Gil Vicente
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Teatro 1502-1536
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O texto a seguir, parte inicial do nosso trabalho sobre o tema, tem por objectivo:

-  Alertar o leitor, ou espectador da peça encenada, para a suposta qualidade da encenação;
-  Criar a disposição para duvidar - duvidar de tudo - em relação ao que se pode e deve interpretar da acção dramática da peça;
-  Dispor para, em caso de participar assistindo a uma conferência, sobre o tema levantar as suas dúvidas;
-  Reflectir sobre o que nós afirmamos em relação ao que é comum ouvir-se sobre a compreensão da peça;

-  Ajuizar sobre o confronto qui exposto e tudo aquilo que é comum ouvir sobre o tema, sem preconceitos...
Sobre o dito
Auto da Barca do Inferno

de Gil Vicente
500 anos
1518 - 2018
Introdução

Conforme publicou o jornal Expresso de 5 de Dezembro de 2017, na avaliação designada por PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study), edição de 2016, os alunos portugueses do quarto ano de escolaridade mostraram demasiada dificuldade em “conseguir interpretar, relacionar e analisar informação contida em textos, literários e informativos, relativamente complexos”.
Nada de estranhar… Fruto da política educativa habitual, sujeita a cosméticas periódicas, a situação não é nova (tem mais de cinco séculos), pois relativamente às obras de teatro de Gil Vicente, o mesmo se conclui para todos os portugueses. Entretanto os comunicadores e formadores de serviço em órgãos e instituições apenas papagueiam as já bem montadas elites (quem trepa no coqueiro é o rei), as mais veneradas.



Dir-nos-ão que pecamos por soberba, que somos arrogantes (e etc.), porém, haverá que reflectir sobre se tais iniquidades nos concernem ou se estarão no confronto connosco? Isto é, na completa ausência de confronto. As iniquidades hão de encontrar melhor assento naqueles que detêm o Poder e o Saber instituído, porque implicam Poder, coisa de que não dispomos. Contudo, temos um melhor e substancial conhecimento das matérias em causa, e bem demonstrado na substância de publicações sucessivas. Porém, pelas mesmas falhas demonstradas pelos jovens portugueses nas provas internacionais, o que temos exposto está ainda longe de fazer parte do Saber instituído.
Dir-nos-ão que nos falta modéstia… Modéstia, e o máximo de respeito por todos, tivemos nós toda a nossa vida. Tivemos demasiada modéstia, demasiada deferência e complacência, demasiado respeito por quem connosco trabalhou. Só tivemos a perder com isso, sabemos demais e mais que nunca, do que a casa gasta, por isso a nossa atitude deixou de ser deferente e alijámos a modéstia porque tal seria uma falsidade da nossa parte. Tal como vemos a erudição vicentista portuguesa, também não bajulamos a estrangeira, ainda mais vendo que os de fora se habituaram a considerar Portugal como o seu cão dócil, e os portugueses como discípulos pasmados a quem é preciso ensinar tudo, até o mais evidente da própria cultura portuguesa, pelo que é muito pouco provável que daí venha algum contributo válido sobre as obras do dramaturgo, tanto mais que o Teatro do nosso Autor poderia fazer tremer a torre de marfim do património cultural em questão, além de tudo o mais, sobre a Língua de Gil Vicente, recordamos o que escreveu João de Barros em 1532: Que farias já se visses o modo da Corte no falar, no escrever e no vestir, quando somente de um termo loução te espantas? Como se achariam enleados Demóstenes e Túlio [Cícero], se lhe dessem uma carta de um homem destes especiais da corte? Parece-te, quando viesse ao subscrito, por mais copiosas que a língua grega e latina fossem, achariam vocábulos conformes a sua qualidade?
Quase todos os anos as editoras portuguesas que publicam livros para a educação dos jovens, devidamente apoiadas pelos mais destacados académicos, especialistas vicentistas, renovam as suas edições de Inferno, Índia, Inês Pereira, Alma, e até outras obras de Gil Vicente. Agasta-nos o estado da educação em Portugal, porque os docentes sempre foram e continuam a ser os últimos valores considerados pelo Poder numa escala de gente formada superiormente ou mesmo sem esta formação - exactamente por serem os mais mal pagos representam a última escolha profissional, quando, para assegurar o futuro do País, devia ser a primeira escolha, - e custa-nos continuar a constatar que, nas edições referidas, se verifique por demais as grandes dificuldades dos seus autores em “conseguir interpretar, relacionar e analisar informação contida em textos, literários e informativos, relativamente complexos”, que assim continuam a transmitir aos mais jovens educandos essa sua herança. E custa-nos ainda porque, desde 2008, que, sobre as obras de Gil Vicente, temos demonstrado e continuado a demonstrar, em termos científicos de facto (que não por formalismos estéreis), revelando o como fazer, a metodologia científica em acção, em resumo e em termos comuns, realizando a análise da informação contida em textos literários (dramáticos) e informativos (em didascálias) relativamente complexos, bem como a relacionar a informação, até com (toda e) a respectiva realidade coetânea, e a interpretar mais correctamente os textos relativamente complexos das obras de Teatro do nosso Autor dramático mais destacado.[1]. Acresce que desde 2008 que temos vindo a enviar às mais importantes universidades portuguesas, e estrangeiras, com destacados estudos vicentistas, todas as obras que vamos publicando, pelo que podemos e devemos concluir que nos últimos dez anos temos andado a lançar pérolas a porcos. Porque, na melhor das hipóteses, os nossos trabalhos nem foram lidos, pois talvez porque a nossa simpleza não se coadune com o quilate da proeminente erudição académica vicentista, porém, parece-nos que, contra o que seria de esperar por parte dos Conselhos Científicos, estes não têm zelado pelos objectivos universais, o universalis inerente às universidades, pela necessária e constante actualização da universalidade do conhecimento no que respeita à erudição vicentista. Não se trata de profanação, estamos apenas a constatar a realidade actual emanada dos meios culturais e eruditos mais especializados, um facto porque, nem do nosso trabalho nem da sua simpleza, em dez anos, nunca houve qualquer pronunciamento negativo, ou contestação, nem o mínimo reflexo.

          Não negamos, nem somos contra as interpretações simplistas - mas repudiamos as simplórias - dominantes em todo o cenário nacional, porque o Autor das Obras assim as criou, como Filósofo e Parvo - Parvo atado ao pé - de tal modo que assim admitem ser lidas ou representadas na sua simpleza, seguindo Platão [em Fedro, 277c], oferecendo à alma complexa discursos complexos e com toda a espécie de harmonias, e simples à alma simples.[2] Nem somos contra, sobretudo porque assim as Obras chegam a todos, e como as almas simples não constituem entidades instituídas, não são responsáveis pela formação da população a quem se divulga as leituras simplórias das peças, nem intervêm na educação dos jovens estudantes nas escolas, onde se continua a impor a simpleza interpretativa das Obras. O que contestamos firmemente é a imposição e insistência na simpleza oferecida ao público e à educação dos jovens - a leitura do Parvo - por aqueles que, sentindo ter trepado ao lugar mais alto da torre de marfim, ocupando as cátedras universitárias e assumindo-se como especialistas vicentinos, subtraem aos educadores dos jovens as interpretações mais avançadas das Obras - pela leitura do Filósofo (...).
NOTAS:
[ 1]   Sublinhe-se que a mais reconhecida, e especializada, no assunto Comunidade científica internacional não negou nem apresentou ainda qualquer contraditório do que nós afirmámos. Os académicos (especialistas) portugueses fingem, é talvez o termo mais benévolo, fingem não ter lido os nossos trabalhos, assim pondo em causa o bom-nome das instituições de que fazem parte.
[ 2]   Correspondendo a um resumo do que Platão desenvolve em Fedro, concluindo a partir de 271a . Platão, Górgias, O banquete, Fedro, Editorial Verbo, Ed. 1973. Pág. 376.
... havemos de considerar que uma alma simples - naturalmente o leitor comum - não é necessariamente estúpida, nem estulta ou néscia, é com certeza uma alma muito capaz de reflectir sobre os problemas reais que se lhe colocam, os racionais, sensíveis e emotivos, em suma, os problemas essenciais da vida humana.
Acresce ainda que, mais recentemente, em Janeiro de 2018, a Direcção Geral das Artes, a entidade que em Portugal é responsável pelo financiamento de entidades e estruturas propalantes de actividades artísticas, pela distribuição de subsídios que sustentam organismos parasitários do Estado, e dos artistas e seus projectos - donativos para camuflar os milhões oferecidos às TVs privadas a título de serviços culturais que estas dizem prestar - divulgou na sua Newsleter#210, a sustentação do apoio do Estado, e a extensão da duração do projecto do espectáculo ao longo dos anos, incluindo 2020 (portanto de 2016 a 2020), bem como, a par da representação a organização de “oficinas para professores” e um Ciclo de ConferênciasGil Vicente no seu tempo e no nosso tempo”, coordenado pelo Consultor científico do projecto: José Augusto Cardoso Bernardes. Investigador que, no âmbito deste projecto, se multiplica em conferências pelo país e em entrevistas aos mais diversos órgãos de comunicação social, divulgando (ou subtraindo o saber, pois: “Não haverá, por certo, muita gente interessada em saber se Gil Vicente…”. Ou “Muito provavelmente, porém, a curiosidade dos espectadores não anda associada à erudição dos vicentistas”) como afirma o ilustre consultor na sua erudição vicentista aos professores deste país e aos seus jovens estudantes.
       Texto reproduzido da Newsleter n.210 de 18-01-2018 da Direcção Geral das Artes

EMBARCAÇÃO DO INFERNO, DE GIL VICENTE NO PORTO
TEATRO CARLOS ALBERTO, ENTRE 15 E 21 DE JANEIRO
Co-produzida por duas das companhias portuguesas que mais aprofundadamente têm trabalhado o património vicentino, “Embarcação do Inferno” estreou em Outubro de 2016 em Évora, no Teatro Garcia de Resende. Desde então, o espectáculo foi apresentado em mais de 100 récitas, às quais assistiram perto de 10 mil espectadores, entre os quais largas centenas de alunos e professores do ensino secundário. Para além das duas cidades das companhias - Évora e Coimbra -, o projecto passou já por outras oito localidades portuguesas, de sete distritos diferentes: Campo Benfeito (Viseu), Bragança, Aveiro, Viana do Castelo, Caldas da Rainha (Leiria), Barreiro (Setúbal), Figueira da Foz (Coimbra) e Castelo Branco. Entre o conjunto das actividades propostas pelos grupos para assinalar os 500 anos da primeira apresentação e publicação do “Auto da Barca do Inferno” (2016-2018) estão, a par dos espectáculos, oficinas para professores e o ciclo de conferências “Gil Vicente no seu tempo e no nosso tempo”, coordenado por José Augusto Cardoso Bernardes, professor e investigador na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e consultor científico do projecto.
Ao longo de 2018 e até Janeiro de 2020, o projecto continuará “na estrada” e regressará anualmente ao Teatro Garcia de Resende e ao Teatro da Cerca de São Bernardo, em Évora e em Coimbra, onde Cendrev e A Escola da Noite, respectivamente, são companhias residentes. No âmbito da digressão nacional do próximo ano estão já confirmadas, para além do Porto, as passagens por Leiria (ainda em Janeiro) e por Braga (em Novembro).
…Como se refere, e se constata nas fotos da comunicação social, assistiram “largas centenas de alunos e professores do ensino secundário”, assim se justificando os milhares de espectadores angariados como público, num processo de “formação de públicos”, processos normalmente organizados na forma de uma convocação dos professores com os seus alunos pela Direcção Geral de Educação, a fim de preencherem as salas de espectáculos, para assim justificarem a presença numérica de algum público.
O que acabámos de escrever está bem confirmado em Portugal pelo registo histórico das iniciativas culturais (2016, 2017, 2018 e já projectadas até 2020) devidamente apoiadas pelo Ministério da Cultura e pelo Ministério da Educação, iniciativas propaladas, das quais damos alguns poucos exemplos:
TEATRO - Embarcação do Inferno de Gil Vicente
A Escola da Noite / Centro Dramático de Évora

(…) No ano em que se comemoram os 500 anos da primeira apresentação do “Auto de Moralidade da Embarcação do Inferno”, também conhecido como “Auto da Barca do Inferno”, os dois grupos decidiram montar o mais estudado e mais emblemático texto vicentino.
(…) À falta de datas precisas de nascimento e morte, é a sua obra que pode e deve ser comemorada, em particular o “Auto da Barca do Inferno”, obra maior da Idade Média europeia.
(…) No texto que escreveu para o programa do espectáculo, o consultor científico do projecto, José Augusto Cardoso Bernardes, salienta: “pela mão qualificada, segura e inventiva da Escola da Noite e do Centro Dramático de Évora, ficamos em condições de problematizar temas de sempre: Morte e Vida, Mal e Bem, Ter e Poder. E, para tal, nem sequer precisamos de sair completamente do século XXI. Com os pés assentes no nosso tempo, bastará alongar o ouvido e apurar a visão para escutar a sensibilidade e a moral de um outro tempo que, afinal, não está ainda tão afastado de nós como pode parecer.”
(…) Depois das temporadas em Évora e em Coimbra, o espectáculo está agora em digressão nacional, por algumas das mais importantes cidades e salas do país.


Direção Geral de Educação
Assunto: Divulgação da iniciativa das comemorações nacionais dos 500 anos do “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente, junto dos Agrupamento de Escolas/Escola não Agrupada.  16 de outubro de 2017
Exmo./a Sr./a
Diretor/a de Agrupamento de escolas/Escola não agrupada Presidente de CAP.
As Companhias de Teatro Escola da Noite, de Coimbra, e Cendrev, de Évora, no âmbito das comemorações nacionais dos 500 anos do “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente, levam a efeito sessões deste espetáculo para grupos escolares. Incluem uma conversa informal com a equipa artística no final da sessão, recolhendo comentários de alunos e professores e respondendo a dúvidas e perguntas que queiram colocar. Antes de cada sessão, as duas companhias disponibilizam-se para trabalhar com os professores na preparação da vinda ao teatro, disponibilizando também materiais de apoio.
(…) O espetáculo conta com a encenação conjunta dos diretores artísticos das duas companhias (…) e prevê, igualmente, a realização de oficinas de formação para professores e conferências.
Com os melhores cumprimentos,
O Diretor-Geral 
(...)
Em geral, nas nossas publicações anteriores não temos usado a leitura mais comum das peças - a simplista - por ela ser bastante clara e evidente às almas simples nem temos optado pelo tipo de confronto agora iniciado, porque, na verdade, sempre o considerámos e continuamos a considerar um autêntico massacre, que, em quase todos os casos é mesmo desnecessário. Que não neste caso do dito Auto da Barca do Inferno. Portanto, que não para Inferno, porque o Auto das Barcas, pela moralidade expressa em Inferno, vem constituindo (e sabe-se lá porquê?) a obra basilar para a interpretação das peças de Gil Vicente, além disso, porque neste caso, como vamos demonstrar muito claramente, nem a forma aparente do enredo (do dito Auto da Barca do Inferno), a forma vocacionada (destinada) a uma leitura pela alma simples, terá sido alguma vez alcançada, apresentada e tornada pública - a não ser que os mais eruditos vicentistas a subtraiam ao seu pensamento ou estejam, agora mesmo, a pensar escrever sobre o assunto, - pois nem sequer foi alguma vez representada em espectáculo de Teatro.
A erudição vicentista ao produzir resultados (...) para esclarecimento e apoio do público na representação de Inferno e para formação dos docentes do ensino básico e secundário, permite-nos compreender melhor as causas da sapiência dos jovens portugueses e a da sua enorme dificuldade em “conseguir interpretar, relacionar e analisar informação contida em textos, literários e informativos, relativamente complexos”.
Contudo, como se constata, o Auto das Barcas não é uma peça relativamente complexa, é uma peça extremamente complexa, não só pela primeira parte (Inferno) ter gerado tantas contradições nas explicações mais eruditas, iludindo até a leitura mais simplista da peça aos olhos de académicos e encenadores, mas sobretudo porque trata de questões bem mais profundas, extensas e intrincadas do que em geral se tem considerado. A académica erudição vicentista, tal como com a interpretação que faz do Auto da Alma, realizando uma leitura simplória de Inferno, não atingindo sequer a simpleza da leitura da alma simples, dana por completo as capacidades de analisar e relacionar indispensáveis à interpretação de qualquer texto, dificultando assim em muito o ensino e a educação dos jovens portugueses, incluindo a educação moral (social) de cidadania. (...)


Faro, 21 de Janeiro de 2018.
Noémio Ramos
- Livros publicados no âmbito desta investigação, da autoria de Noémio Ramos:

(2017)  - Gil Vicente, Aderência do Paço, ...da Arcádia ao Paço.
(2017)  - Gil Vicente, Frágua de Amor, ...a mercadoria de Amor.
(2017)  - Gil Vicente, Feira (das Graças), ...da Banca Alemã (Fugger).
(2017)  - Gil Vicente, Os Físicos, ...e os amores d'el-rei.
(2017)  - Gil Vicente, Vida do Paço, ...a educação da Infanta e o rei.
(2017)  - Gil Vicente, Pastoril Português, Os líderes na Arcádia.
(2017)  - Gil Vicente, Inês Pereira, As Comunidades de Castela.
(2017)  - Gil Vicente, Tragédia Dom Duardos, O príncipe estrangeiro.
(2015)  - Gil Vicente, Auto dos Quatro Tempos, Triunfo do Verão - Sagração dos Reis Católicos.
(2015)  - Gil Vicente, Auto dos Reis Magos, ...(festa) Cavalgada dos Reis.
(2014)  - Gil Vicente, Auto Pastoril Castelhano, A autobiografia em 1502.
(2012)  - Gil Vicente, Tragédia de Liberata, do Templo de Apolo à Divisa de Coimbra.
(2012)  - Gil Vicente, O Clérigo da Beira, o povo espoliado - em pelota.
(2010)  - Gil Vicente, Carta de Santarém, 1531 - Sobre o Auto da Índia.
             - Gil Vicente, O Velho da Horta, de Sibila Cassandra à "Tragédia da Sepultura" 
(2ª Edição, 2017)
(2010)  - Gil Vicente, O Velho da Horta, de Sibila Cassandra à "Tragédia da Sepultura".
(2010)  - Gil Vicente, Auto da Visitação. Sobre as origens.
(2008)  - Gil Vicente e Platão - Arte e Dialéctica, Íon de Platão.
             - Gil Vicente, Auto da Alma, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II... 
(2ª Edição, 2012)
(2008)  - Auto da Alma de Gil Vicente, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II...

- Outras publicações:
(2003) - Francês - Português, Dicionário do Tradutor. - Maria José Santos e A. Soares.
(2005) - Os Maios de Olhão e o Auto da Lusitânia de Gil Vicente. - Noémio Ramos.

  (c) 2008 - Sítio dedicado ao Teatro de Gil Vicente - actualizado com o progresso nas investigações.

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