E pera declaração
desta obra santa et cetra...,
quisera dizer quem são
as figuras que virão
por se entender bem a letra.
                                            Gil Vicente
  ... em  Romagem dos Agravados.
Gil Vicente
   Renascença e Reforma - Líderes políticos e ideólogos - Ideologia e História da Europa
Online desde 2008 - Investigação actualizada sobre as obras de Gil Vicente.
Retórica e Drama - Arte e Dialéctica
Teatro 1502-1536
o projecto
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Os figurados nas personagens
­- Líderes políticos e ideólogos - e homens de arte -

Alguns dos principais protagonistas da época que estão figurados nas personagens das peças de Gil Vicente
teatro grego, comedia antiga
bailadores de folia
...mais além dos reis de Portugal
El-rei Manuel I
Manuel I de Portugal
1495-1521
D. Joao III
João III de Portugal
1521-1557
Os Reis Católicos  - 
Rodrigo de Borgia
Rodrigo de Bórgia
Papa Alexendre VI
1492-1503
Isabel de Castela
(aliança de 1469)
Isabel de Castela
1474-1504
Fernando de Aragão
(aliança de 1469)
Fernando de Aragão
1479-1519
e a aliança Imperial (Fugger)
Avô de Carlos V
Maximiliano da Alemanha
Banqueiro homem mais rico
Jacob Fugger, o rico
Mercador banqueiro
Roma, Igreja e Estado Pontifício, Espanha e França, a Itália e o Sacro Império Romano-Germânico
della Rovera
Papa Júlio II
1503-1513
Joao de Medici
Papa Leão X
1513-1521
Adriano
Papa Adriano VI
1522-1523
Papa Medici
Papa Clemente VII
1523-1534
Farnese
Papa Paulo III
1534-1549
Os banqueiros (mercadores)

  - É vasta a presença de banqueiros (que eram ao mesmo tempo mercadores) figurados nas peças de Gil Vicente.

  - Em geral apelidados de Sapateiros, destacam-se no Auto da Barcas, mas muitas vezes surgem como judeus - como em inês Pereira, Latão e Vidal - mas ganham maior destaque a partir do Auto da Feira (1524) e, entre esta peça e o Juiz da Beira (1529), os principais banqueiros figurados são os Fugger, primeiro Jacob e depois Anton Fugger. Até porque eram os mais importantes banqueiros da Europa.



O Rei - Imperador
Carlos de Habsburgo
Banqueiro
Anton Fugger, sobrinho, colaborador e sucessor
de Jacob Fugger, Mercador banqueiro
- Carlos de Habsburgo, imperador Carlos V (rei Carlos I de Espanha), neto dos Reis Católicos e de Maximiliano de Habsburgo. Por parte de Fernando e Isabel de Espanha, filho de Joana de Castela (a louca) e, por parte do imperador da Alemanha, filho de Filipe o Belo.
- Sobrinho de Catarina de Aragão (1ª mulher de Henrique VIII de Inglaterra) e de Maria de Aragão (2ª mulher de Manuel I de Portugal).
- Irmão de Leonor de Habsburgo (3ª mulher de Manuel I de Portugal, e 2ª mulher de Francisco I de França) e de Catarina de Habsburgo (mulher de João III de Portugal), de Fernando de Habsburgo a quem delegará o Império (a Alemanha)...
...a lista de familiares prosegue por essa Europa.
Isabel de Portugal
Imperatriz
Mercurino Gatinara
Chanceler (Carlos V)
Guilherme de Croy
Chanceler (Carlos V)
Carlos de Habsburgo, imperador Carlos V
(rei Carlos I de Espanha)
Casado em 1526 com Isabel de Portugal
Herda dos avós o Título de Rei Católico
Leanora Habsburg
Leonor de Habsburgo
irmã do imperador
Rainha de Portugal
Rainha de França
Françoise de Foix
Mme. Chateaubriant
A competição pela liderança na Europa Espanha (império) e França.

Francisco de Valois - Rei de França
Francisco de Valois, rei de França
Recebe do Papa o Título de Rei Cristianíssimo
O despertar popular e revolucionário

Espanha: revoltas, os Comuneros e os Agermanados (1519 a 1522).
Alemanha: revoltas e guerra dos camponeses (1524 - 1525).

Gravura da época, alusiva às revoltas e guerra dos camponeses
Bundschuh
(como bandeira, o calçado campesino, as alpercatas),
Maria Pacheco de Mendoza
Lider da revolta Toledana - Comuneros
Comunidades de Castela
A luta dos povos pelo direito a participar no Poder
- Luta dos povos -
...guerra dos camponeses 1525.
           Em Memmingen a em 20 de Março de 1525, o representante dos camponeses deu a conhecer os doze artigos. Constituíram um manifesto político e um programa de reformas, reformulando a organização da produção e os direitos das populações trabalhadoras do campo, e entre manifestas alusões religiosas, o direito de organização e gestão das paróquias, e escolha dos seus pastores.  Os doze artigos (em castelhano) podem ser lidos na Internet, em http://es.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_los_campesinos_alemanes
Algumas das mulheres que determinaram mudanças no Poder na Europa
Joana (a louca)
mãe do Imperador Carlos V
Leanora Habsburg
Leonor de Habsburgo
irmã do imperador
Rainha de Portugal
Rainha de França
Germana de Foix
Tia de Carlos
Margarida de Habsburgo
tia do imperador
Carlos V
Rainha de França, Francisco I
Luisa de Saboia
mãe de Francisco I
o rei de França
As lutas pela reforma da Igreja Romana,
... pelo Poder, na sua organização e doutrina.
Lorenzo Campeggio
Cardeal (Roma)
Lefebre d'Etables
(teólogo francês)
Girolamo Aleandro, e outros...
...as lutas ideológicas
na intervenção política dos governantes
"erasmismo - erasmismo espanhol"

...a Reforma
o protestantismo 
Erasmo de Roterdão, frade e padre da Igreja
Desiderius (desejo, Cupido)
Erasmus (ser amado, Amor)
Philip Melanchthon
(reformista alemão)
Ulrich Zwingli
(reformista suiço)
      Os doze artigos de  Memmingen foram motivo decisivo mais fortes intervenções de Lutero que, além das pregações e cartas aos grandes senhores da Alemanha, entre o princípio de Abril e Maio de 1525, publicou vários escritos relativos à guerra dos camponeses, entre os quais: (1) Exortação à paz (resposta aos doze artigos); (2) Contra as hordas salteadoras e assassinas dos camponeses; (3) A terrível história do julgamento de Deus sobre Thomas Müntzer, (4) Carta aberta a respeito do rigoroso livrinho contra os camponeses. A posição de Lutero é claramente a favor dos príncipes e contra os camponeses, chegando a mostrar uma crueldade sem limites contra os revoltosos.
Martinho Lutero - Monge negro dos agostinhos
Lider da reforma protestante
Cisneros
Cardeal Cisneros
Chefe de governo
(fundador) de Espanha
Luís XII
rei de França
Espanha e França
...pelo domínio da Europa
no início do século XVI
Andrea Doria
Lider Genovês
Leonardo Loredano
Doge de Veneza
Francesco Sforza
duque de Milão
...na luta pelo domínio

da Borgonha,

...da Itália
e da Igreja (Roma)
Alexandre de Medici
(duque) de Florença
Senhoria de Veneza
Andrea Gritti
Doge de Veneza
Nicolau Maquiavel
Governo de Florença
ROMA

Florença
Milão
Nápoles
Veneza
Francesco della Rovera
Cardeal, militar

Pompeo Colonna
Cardeal, militar
Carlos III
duque de Bourbon
Os Domínios de Bourbon


As decisões populares
da Borgonha
...entre Carlos V
e Francisco I de França.
O despertar da Inglaterra, o Parlamento (Lords e Comuns), de 1509 a 1536
Thomas Cromwell
Chanceler
Thomas More
Chanceler
Thomas Wolsey
Cardeal, Chanceler
Thomas Howard
duque de Norfolk
Thomas Cranmer
Arcebispo de Canterbury
Ana Bolena
rainha, mãe de
Isabel I de Inglaterra
Henrique VIII
rei de inglaterra
Recebe do Papa o Título de Defensor da Fé
Flandres e Alemanha (Parlamento e Dieta), e a disputa do Poder na Europa
...ascensão e destaque de
Fernando de Habsburgo
na política europeia.


a proliferação e divisão das doutrinas religiosas

divisões ideológicas e guerras consequentes

...estabelecido o princípio
cujus regio, ejus religio,
(como o governo, assim a religião),
mas na realidade tomado como,
a cada região a religião do seu senhor.
Fernando de Habsburgo, irmão de Carlos V
Arquiduque de Áustria (etc.), depois, Imperador
Melchior Hoffman
Melchior Hoffman
Ideólogo de Munster
Jan Matthijs
Jan Matthijs
Líder de Munster
Jan van Leiden
Jan Van Leiden
Líder de Munster


...o inferno na
Teocracia de Munster
(Alemanha)

ite maledicti patris mei
...alguns dos homens de Arte figurados nas peças de Teatro de Gil Vicente
João de Barros
Filósofo, historiador, escritor português
Francisco Sá de Miranda
Poeta português
Homens de Arte

de Portugal
Homens de Arte

de Espanha
e Itália
Garcilaso de la Vega
Poeta castelhano
Miguel Ângelo
pintor, escultor, arquitecto, poeta
idealização da figura de Gil Vicente, ourives
dramaturgo, poeta filósofo português
Breve apresentação do motivo e conteúdo das peças de Teatro de Gil Vicente
       Quanto aos assuntos que servem de substância (matéria) às suas peças, Gil Vicente segue a tradição grega, e coloca em cena a História, os conflitos humanos, sociais e políticos, retirados da própria História bem em cima dos acontecimentos, em cada momento da sua própria existência. A sua obra é sobretudo a História da Europa, num dos seus momentos mais importantes. A formação dos Estados pelas Nações, os conflitos gerados com os desejos de um Império e a transformação da Igreja Medieval numa Igreja Imperial, ou Nacional. E nestas condições, a partilha dos devidos bens pelos diversos Estados que já não se querem sujeitar à Igreja nem admitem uma Igreja Imperial, as guerras de Itália, as revoltas, os conflitos ideológicos do Poder na Europa, os conflitos religiosos, a Reforma e o início da Contra-Reforma, a ascensão da Burguesia e da Banca, o desenvolver dos Parlamentos, as novas economias e novas formas de governo, as tentativas de ascensão do povo ao poder, a liberdade política e a liberdade de pensamento e sua expressão, etc.. Tudo isto, e talvez muito mais e melhor, consta e é uma constante ao longo das suas obras.
      Nunca um autor dramático colocou em cena tanta informação sobre a sua época, a época em que viveu, a luta ideológica do seu tempo e as perspectivas filosóficas, sociais e políticas, os conflitos de Poder que a cada passo vão sucedendo...

[p.162-163, Gil Vicente e Platão, Arte e Dialéctica, Íon de Platão... de Noémio Ramos]

      Nunca um autor dramático soube tão bem representar o seu tempo como Gil Vicente! Criando e dizendo sempre o que muito bem quis, nas barbas do Poder Real e Eclesiástico. Não existe para ele um modelo, nem nenhum autor se lhe pode comparar. A sua obra é a melhor lição de liberdade intelectual, de Filosofia da época, das ideologias e da História, da História da Europa do seu tempo, da Renascença, a melhor (a mais Bela) que alguma vez poderemos vir a encontrar, e escrita com o desenrolar dos próprios acontecimentos.
      Infelizmente faltam alguns autos, entre seis, oito ou mais autos, que melhor completariam o traçado de continuidade (da História) na sua obra.
      Em suma, o trabalho de Gil Vicente é um trabalho que diz respeito e interessa a toda a Europa, é a História da Europa numa das suas épocas de ouro - a Renascença e a Reforma. Numa obra exemplar que surge oferecendo à alma complexa discursos complexos e com toda a espécie de harmonias, e simples à alma simples.

     (...) Sublinhamos mais uma vez: o estudo de cada peça transporta-nos sobretudo para a literatura, a filosofia, as ideologias políticas e religiosas, para a História, o poder político e a correlação de forças sociais, económicas e políticas na época. O Poder na Europa é o traço comum deixado pelo autor em quase todos os seus autos.
[p.163, 164, Gil Vicente e Platão, Arte e Dialéctica, Íon de Platão... de Noémio Ramos]

          A História de que falamos, é a que define Aristóteles na Poética (1451b), é essa que Gil Vicente entendeu oferecer-nos com os seus Autos. Ele é um poeta no sentido dado pelo filósofo da Poética, quando diz que: A distinção entre o historiador e o poeta não está no facto de um escrever em prosa e o outro em verso; podemos transferir para verso a obra de Herodoto, e ela continuará pertencendo à disciplina de história. A diferença reside em que, um relata os factos sucedidos, e o outro inventa o sucedido, pelo que podia ou devia suceder. Daí que a poesia, [a Arte] seja mais filosófica [tal como na visão dialéctica de Platão] e de maior dignidade que a história, posto que as suas proposições são mais do tipo universal, enquanto que as da história são apenas particulares. E Gil Vicente é pela Comédia, com as técnicas da tragédia bem presentes nas suas obras, pela comédia, porque pelo facto de as coisas terem acontecido [os factos históricos já sucedidos], torna-se evidente que eram possíveis de suceder, pois não teriam ocorrido se fossem impossíveis (...), assim não é necessário que se limite às histórias tradicionais como na tragédia.
[p.216-217, Auto da Alma de Gil Vicente, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II... de Noémio Ramos]

      Tragicomédia terá sido, porventura, uma designação para as obras que, como as de Gil Vicente, incluíam numa mesma figura os homens melhores (superiores ao que são - tragédia) e os piores (inferiores ao que são, ridículos - comédia), tal como Aristóteles havia considerado na Poética (1448ab): a comédia é uma figuração (prefiguração na linguagem de Gil Vicente), de caracteres inferiores em toda a sua vileza mas apenas na parte do vício que é ridícula. O ridículo é um defeito e uma deformação nem dolorosa nem destruidora, tal como, por exemplo, a máscara cómica é feia e deformada mas não exprime dor. Pois são sobretudo as técnicas da tragédia (serão da comédia) que vemos utilizadas nos seus autos: (1) a acção dramática, pela concepção do mythos (na História); (2) os caracteres com múltipla caracterização das personalidades e alegorias; (3) o pensamento das figuras e as ideologias; (4) a elocução e a dicção; (5) a melodia e ritmo da fala e dos cantos; e (6) o espectáculo, cenários, figurinos, música, dança, cortejos, etc..
      No início um prólogo, como em Quatro Tempos (Serafim), Alma (Agostinho), etc., depois, os episódios muito bem coordenados para nos transmitir (por clarividência) o mythos, com os seus conflitos, peripécias, o recordar e os reconhecimentos, as reviravoltas, os desenlaces... Por fim, o êxodo, em cortejo ou apoteose.
      Parece-nos que estes seis pontos de Aristóteles, na sua essência, e com os outros pormenores - coerência e sentido do texto, metáforas, enigmas, profecias, etc., - são uma síntese racional (e por isso reduzida) dos preceitos definidos na hiponóia do Íon quanto à técnica da poética de Homero e à técnica de Platão.
[p.216-217, Auto da Alma de Gil Vicente, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II... de Noémio Ramos]
      Os mais destacados protagonistas políticos na Europa no tempo mais produtivo de Gil Vicente, são Carlos de Habsburgo (Carlos I de Espanha, imperador Carlos V), Francisco de Valois (Francisco I de França), Fernando de Habsburgo (Arquiduque de Áustria) o Papa Clemente VII (Júlio de Medici) e Henrique VIII de Inglaterra. Mas também devemos lembrar Solimão 'o Magnifico' pois em algumas das últimas peças sente-se a sua referida e oculta presença.
Carlos de Habsburgo, rei de Espanha
e Imperador do Sacro Império, etc...
Solimão
Solimão 'O Magnifico'
     Sobejamente presente nas peças de Gil Vicente, as lutas ideológicas da época: a religião tomada como ideologia, numa guerra desgastante pelas "novas perspectivas" doutrinais,
      ...onde se destacam muito bem nas peças de Teatro as figuras de Erasmo de Roterdão e de Martinho Lutero.
- Livros publicados no âmbito desta investigação, da autoria de Noémio Ramos:

(2017)  - Gil Vicente, Aderência do Paço, ...da Arcádia ao Paço.
(2017)  - Gil Vicente, Frágua de Amor, ...a mercadoria de Amor.
(2017)  - Gil Vicente, Feira (das Graças), ...da Banca Alemã (Fugger).
(2017)  - Gil Vicente, Os Físicos, ...e os amores d'el-rei.
(2017)  - Gil Vicente, Vida do Paço, ...a educação da Infanta e o rei.
(2017)  - Gil Vicente, Pastoril Português, Os líderes na Arcádia.
(2017)  - Gil Vicente, Inês Pereira, As Comunidades de Castela.
(2017)  - Gil Vicente, Tragédia Dom Duardos, O príncipe estrangeiro.
(2015)  - Gil Vicente, Auto dos Quatro Tempos, Triunfo do Verão - Sagração dos Reis Católicos.
(2015)  - Gil Vicente, Auto dos Reis Magos, ...(festa) Cavalgada dos Reis.
(2014)  - Gil Vicente, Auto Pastoril Castelhano, A autobiografia em 1502.
(2012)  - Gil Vicente, Tragédia de Liberata, do Templo de Apolo à Divisa de Coimbra.
(2012)  - Gil Vicente, O Clérigo da Beira, o povo espoliado - em pelota.
(2010)  - Gil Vicente, Carta de Santarém, 1531 - Sobre o Auto da Índia.
             - Gil Vicente, O Velho da Horta, de Sibila Cassandra à "Tragédia da Sepultura" 
(2ª Edição, 2017)
(2010)  - Gil Vicente, O Velho da Horta, de Sibila Cassandra à "Tragédia da Sepultura".
(2010)  - Gil Vicente, Auto da Visitação. Sobre as origens.
(2008)  - Gil Vicente e Platão - Arte e Dialéctica, Íon de Platão.
             - Gil Vicente, Auto da Alma, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II... 
(2ª Edição, 2012)
(2008)  - Auto da Alma de Gil Vicente, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II...

- Outras publicações:
(2003) - Francês - Português, Dicionário do Tradutor. - Maria José Santos e A. Soares.
(2005) - Os Maios de Olhão e o Auto da Lusitânia de Gil Vicente. - Noémio Ramos.

  (c) 2008 - Sítio dedicado ao Teatro de Gil Vicente - actualizado com o progresso nas investigações.

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