E pera declaração
desta obra santa et cetra...,
quisera dizer quem são
as figuras que virão
por se entender bem a letra.
                                            Gil Vicente
  ... em  Romagem dos Agravados.
Gil Vicente
   Renascença e Reforma - Líderes políticos e ideólogos - Ideologia e História da Europa
Online desde 2008 - Investigação actualizada sobre as obras de Gil Vicente.
Retórica e Drama - Arte e Dialéctica
Teatro 1502-1536
o projecto
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Sobre o Projecto Gil Vicente Europa
Sobre a ideia do Projecto...

     O projecto está resumidamente apresentado nas nossas duas primeiras publicações sobre as obras de Gil Vicente:

      Auto da Alma de Gil Vicente, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II
      (Pub. Agosto 2008 - isbn - 978-972-990004-4)

      Gil Vicente e Platão, Arte e Dialéctica, Íon de Platão
      (Pub. Agosto 2008 - isbn - 978-972-990005-1)
      A Ideia do Projecto foi apresentada ao MC de Portugal em Junho de 2009 e em Outubro de 2016. Em ambos os casos, sem qualquer resposta...

      E, por isso, brevemente ainda há de vir a público um projecto semelhante dirigido por algum afilhado do sistema político português e sua "elite cultural"..., na linguagem de Gil Vicente um aderente (protegido), para realizar um arremedo (uma versão simplória) daquilo a que nos propusemos.
Trata-se apenas de uma simples e franca constatação da realidade em Portugal...

Assim, transcrevem-se algumas palavras desse resumo
(que já não correspondem à situação actual, 2017)

Palavras tornadas públicas em Agosto de 2008.

        O que nos faz pensar em distribuir esta tarefa a muitas outras pessoas que se comprovem capazes de lhe dar seguimento, porque, por muito que trabalhemos no sentido de publicar o nosso trabalho, em toda a nossa vida não teremos o tempo suficiente para o fazer, menos ainda se continuarmos a trabalhar com a reduzida equipa de voluntários qualificados, que, com a nossa ajuda e formação se vão inteirando progressivamente das questões que estão envolvidas no estudo das obras de Gil Vicente. Com um grupo maior, dedicado exclusivamente ao projecto, pago devidamente, trabalhando em paralelo permitiria alcançar um objectivo final muito mais rapidamente. E então talvez se pudessem juntar as traduções dos textos explicativos nas diversas línguas europeias, e até um DVD de cada peça, devidamente preparada e encenada, tal como o autor nos informa que devem ser.
        A questão que se nos coloca é encontrar a equipa, para completar a já existente, a que melhor nos poderá ajudar a levar a cabo esta tarefa, e como desencantar os meios necessários, e sobretudo em que país, pois não nos parece que este nosso país de origem, e de origem do autor dos autos, esteja capacitado e preparado, para encarar esta realidade, entregando-nos a direcção deste nosso projecto, nem sequer para nos fornecer os meios indispensáveis para o levar a bom termo. A nossa experiência passada, exercendo a profissão docente em parte também em instituição de ensino superior, já nos ensinou que por esse lado nem todos (só alguns) têm o direito de realizar os seus projectos, como já nos aconteceu antes com um projecto que em finais do anos oitenta do século passado - um projecto que foi pré-aprovado pela Comunidade Europeia - neste país nos foi recusado dar prosseguimento.
        A questão da língua, é também importante, e a língua castelhana, o espanhol, constitui, quase tanto como a portuguesa, parte integrante da obra de Gil Vicente, então talvez a Espanha seja o país mais indicado para encontrarmos os apoios necessários, que com ela poderíamos contar com a Europa. E se não a Espanha, talvez a Itália (ou o Brasil). Alguma entidade idónea, com reconhecida capacidade de nos apoiar de facto neste nosso projecto, com capacidade de investir na produção dos objectos da Arte, Cultura e História Europeia (de 1502 a 1536), o teatro da renascença (cujo tema é sempre a Europa) criado por um autor verdadeiramente europeu, produzindo para a Europa as peças encenadas (com tradução - ou legendagem - nas diferentes línguas europeias), gravadas em suporte digital, e acompanhadas dos respectivos textos explicativos, como os que já realizámos para os primeiros autos, de que publicámos o Auto da Alma. Uma entidade a quem se possa deixar a herança desta nossa leitura de Gil Vicente e que seja capaz de dar continuidade e levar a bom termo este nosso projecto. 

        Ou, não nos restará senão o caixote do lixo ou a lareira, que talvez seja a opção mais provável, porque o papel e as gráficas estão caríssimas, as distribuidoras não nos pagam os livros vendidos senão mais de um ano depois, e a sua grande maioria não se vendem, porque salvo raras excepções, os livros que se vendem neste país, são os livros dos papagaios de serviço, ou os que a comunicação social insistentemente promove por serem escabrosos, ou os que envolvem criminosos, que a toda a hora são promovidos como heróis nos noticiários e em entrevistas, ou, os que dizem respeito de algum modo ao futebol.

Gil Vicente e Platão...[ p.164-165]


Na origem deste projecto
O Estudo da obra dramática de Gil Vicente
O nosso trabalho incide sobre o Teatro de Gil Vicente, e o seu verdadeiro significado, na sua época e no nosso tempo.
       
- Sem ficção da nossa parte -
        Tudo o que aqui se expõe, neste sítio Internet, resulta de um longo processo de pesquisa, iniciado com a figura de Gil Vicente em Todo-o-Mundo e Ninguém, no Auto da Lusitânia, uma pista obtida na sequência do nosso estudo sobre a possível origem dos Maios, dos Maios de Olhão, dos Açores, da Beira Baixa e Alto Alentejo, de Valência de Alcântara, de Múrcia, etc.. Pois após algumas leituras de Rubena, porque aí encontrámos um verso igual a outro lido em Lusitânia, apercebemo-nos do Cisma em Cismena e João presente enquanto príncipe. Identificada a analepse na narração, o parto de Rubena, o Enquiridion, os cinco anos de Cismena que depois dos quinze é levada por um príncipe da Síria (Lutero), criado (da criação) de Felício (Erasmus), o homem dos adágios, que se esfuma ouvindo-se no seu próprio Eco, como Eco se auto-destrói por amor a Narciso (frei Narciso em Romagem dos Agravados), depois, foi estudar todos os autos, toda a literatura da época e a época. (...)
          Na sua História da Europa, Gil Vicente, Artista, dramaturgo, poeta, filósofo e Mestre de retórica, com a Retórica e a Poética de Aristóteles, e o pensamento de Platão, bem assimilados e estruturados, oferece-nos a sua Visão do Mundo, colocando-se do lado de fora, muito acima de todos, e de todos os acontecimentos do seu tempo, oferecendo-nos a sua época numa grande panorâmica.

Noémio Ramos, 2008.
Auto da Alma, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II...


        Melhor referenciando ainda, todo este nosso trabalho de que agora iniciamos a apresentação com os 500 anos (1508) do Auto da Alma, incidiu sobre a totalidade da obra de Gil Vicente, toda ela considerada no seu conjunto, mas também sobre os autos anónimos do século xvi disponíveis ao grande público em Portugal, e até alguns reservados das Bibliotecas Nacionais de Espanha e Inglaterra. Além disso, depois de transcrevermos os autos anónimos quinhentistas para uma leitura actualizada, foi necessário reiniciar um estudo complementar da literatura da época, sobretudo da portuguesa. A nossa investigação não quis deixar nada de parte, pois após o esboço da concretização do trabalho, tivemos o cuidado de confrontar as nossas conclusões com as obras da especialidade até agora publicadas, que sem dúvida tinham de merecer a nossa atenção.

        Este trabalho iniciou-se com o estudo dos Maios. Uns bonecos com que ainda hoje em Olhão, nos Açores e na Extremadura (Espanha), o povo celebra a festa, o dia de Maio (dia 1, festa da Primavera), com sátiras e outras formas de crítica política e social de vária ordem.
        A passagem à obra de Gil Vicente foi feita pelo Maio florido, do Auto da Lusitânia, que aí surge disfarçado, incentivando a que haja confiança e se atente no que se vai seguir, que ele está disfarçado, que não é estrangeiro.
         Em Julho 2005 publicámos um pequeno estudo etnológico sobre os Maios, a que demos o título de
Os Maios de Olhão e o Auto da Lusitânia de Gil Vicente (978-972-990002-0). Todavia, apesar de, com a nossa exposição insistirmos na necessidade de dar atenção às questões da Cultura, ao mesmo tempo que solicitávamos a atenção dos responsáveis pela presidência da Faro Capital Nacional da Cultura 2005, e dos seus responsáveis sectoriais, e ainda dos responsáveis pela Cultura das Câmaras de Olhão e Tavira, para a importância dos Maios, apesar da nossa insistência constante, até hoje, pelos organismos responsáveis pela Cultura, ou pelo Saber, não foi dado ainda qualquer sinal claro de terem conseguido entender a questão dos Maios (...)
        Na verdade, foi o nosso trabalho de investigação sobre os Maios que, em 2005, nos levou através de Leite de Vasconcelos, ao Auto da Lusitânia e a Gil Vicente. E com os Maios, despertámos para toda a sua obra dramática, porque até aí apenas conhecíamos o que era habitual ao comum dos portugueses, o
Auto da Barca do Inferno, da Inês Pereira, da Índia, da Alma, e pouco mais, mas sempre interpretados como é tradicional no nosso país, pela visão do parvo, dirigida à nossa alma simples, e nunca pela visão do filósofo.
        Na verdade, será muito difícil que, sem que se compreendam os Maios, ainda que os Maios actuais, alguma vez se compreenda a língua de Gil Vicente, que em muitas das suas obras faz referência a esses bonecos e ao dia de Maio, e algumas vezes os coloca em cena nos seus autos, como em
Lusitânia.
        Todavia os especialistas não deram a mais pequena atenção àquela nossa publicação (...). Certo é que todos os anos se publicam vários estudos sobre Gil Vicente, e até textos para apoio ao ensino, e na sua grande maioria os seus autores são pagos, e as editoras vêem pagas as suas edições por subsídios do Estado e ou de outras Instituições.
         Depressa compreendemos que não devemos entregar o nosso trabalho a quem não está preparado para o receber, ou a quem é incapaz de o compreender, como nos ficou claro com a iniciativa de Capital da Cultura, Faro2005.
         Como é costume dominante neste país, será provável que estes nossos escritos venham a ser silenciados, talvez a pretexto da sua transparência (numa forma mais actualizada do exercício da Censura), como acontece com muitos outros autores que hoje são ignorados, pois também noutras épocas isso mesmo já aconteceu, outros foram silenciados em vida, e sempre por aqueles que dominam as teias do poder e da comunicação.
   
        No Auto da Alma Gil Vicente figura o problema eterno do homem que é colocado perante a opção da Liberdade de pensar por si, e decidir contra as suas próprias Instituições sociais, ou partilhar e aceitar as ideologias que congregam essas Instituições, integrando o seu espírito de corpo, o que continua a ser um problema actualíssimo em relação ao nacionalismo, aos partidos políticos, etc..  
   
        Noutras obras Gil Vicente, coloca problemas mais complexos de natureza socio-política, de governo do Povo, de Justiça popular, de Justiça distributiva, e sobretudo, de Liberdade e revolução, quando nas suas obras figura a Revolta (revolução burguesa) Comunera em Espanha (1519-20), as Revoltas Camponesas da Alemanha (1524-25),  os acontecimentos de Munster (1533-35) na Alemanha (a teocracia "comunista"), a Liberdade de Expressão, a Luta política na Europa e a intervenção da Banca e da Religião no Poder, as ideologias religiosas e o domínio político, e ainda o papel do Povo em muitas destas questões, bem como outras tomadas de posição política e ideológica perante acontecimentos pontuais.   
        Mas estas questões estão a ser tratadas peça a peça, as mais de 60 peças conhecidas esperam por quem se possa dedicar à sua exposição analítica.

Colabore na divulgação da obra dramática de Gil Vicente, contribuindo com a afixação ou a distribuição dos nossos materiais informativos.
Leia a página de divulgação deste Sítio...
Depois, pode imprimir e afixar no seu local de trabalho (ou estudo).
Analise da poetica de Platao
Ler analise do Auto da Alma

As figuras nas personagens dos Autos - os protagonistas - em Obras

As suas obras dramáticas, todos os autos, em Autos
Cartaz pdf - Panfletos (frente pdf - verso pdf)
Projecto Gil Vicente Europa
Renovação da proposta (2016)

    Apresentamos aqui o Projecto Gil Vicente - Europa (gilvicente.eu), mais uma vez (renovado) numa última tentativa de ver a sua concretização em Portugal, enquadrado ou apoiado por parte das Entidades oficiais ou Fundações, porque são bem conhecidos os apoios do Estado, através da Fundação para a Ciência e Tecnologia FCT, da Direcção Geral das Artes MC, etc., e de privados, Fundação Calouste Gulbenkian e outras fundações, para muitas centenas de trabalhos de investigação (de portugueses e estrangeiros) e produções artísticas, sobre a obra dramática de Gil Vicente.

      Citámos apenas as entidades que sempre e mais têm apoiado, e com significativas participações, muitos projectos de investigação sobre Gil Vicente e as suas obras. As listagens de projectos referidos podem ser pedidas a essas entidades ou constatadas nas publicações resultantes, que fazem parte da enorme bibliografia (alguns milhares de livros) existente sobre Gil Vicente.

     Sublinhamos que o autor do Projecto tem exactamente o mesmo grau académico que tinham os professores das Escolas de Belas Artes quando a Escola de Belas Artes foi integrada na Universidade Clássica (como Faculdade), e a quem com o ingresso  na Universidade, foi atribuída a equivalência ao doutoramento.   Ver o curriculum
Em Portugal não nascemos todos iguais, os direitos não são iguais para todos, as leis (como ainda hoje os concursos públicos) são feitas à medida de alguns, para se aplicarem a uns e a outros não.

Ler Erasmo e Gil Vicente
- Livros publicados no âmbito desta investigação, da autoria de Noémio Ramos:

(2017)  - Gil Vicente, Aderência do Paço, ...da Arcádia ao Paço.
(2017)  - Gil Vicente, Frágua de Amor, ...a mercadoria de Amor.
(2017)  - Gil Vicente, Feira (das Graças), ...da Banca Alemã (Fugger).
(2017)  - Gil Vicente, Os Físicos, ...e os amores d'el-rei.
(2017)  - Gil Vicente, Vida do Paço, ...a educação da Infanta e o rei.
(2017)  - Gil Vicente, Pastoril Português, Os líderes na Arcádia.
(2017)  - Gil Vicente, Inês Pereira, As Comunidades de Castela.
(2017)  - Gil Vicente, Tragédia Dom Duardos, O príncipe estrangeiro.
(2015)  - Gil Vicente, Auto dos Quatro Tempos, Triunfo do Verão - Sagração dos Reis Católicos.
(2015)  - Gil Vicente, Auto dos Reis Magos, ...(festa) Cavalgada dos Reis.
(2014)  - Gil Vicente, Auto Pastoril Castelhano, A autobiografia em 1502.
(2012)  - Gil Vicente, Tragédia de Liberata, do Templo de Apolo à Divisa de Coimbra.
(2012)  - Gil Vicente, O Clérigo da Beira, o povo espoliado - em pelota.
(2010)  - Gil Vicente, Carta de Santarém, 1531 - Sobre o Auto da Índia.
             - Gil Vicente, O Velho da Horta, de Sibila Cassandra à "Tragédia da Sepultura" 
(2ª Edição, 2017)
(2010)  - Gil Vicente, O Velho da Horta, de Sibila Cassandra à "Tragédia da Sepultura".
(2010)  - Gil Vicente, Auto da Visitação. Sobre as origens.
(2008)  - Gil Vicente e Platão - Arte e Dialéctica, Íon de Platão.
             - Gil Vicente, Auto da Alma, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II... 
(2ª Edição, 2012)
(2008)  - Auto da Alma de Gil Vicente, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II...

- Outras publicações:
(2003) - Francês - Português, Dicionário do Tradutor. - Maria José Santos e A. Soares.
(2005) - Os Maios de Olhão e o Auto da Lusitânia de Gil Vicente. - Noémio Ramos.

  (c) 2008 - Sítio dedicado ao Teatro de Gil Vicente - actualizado com o progresso nas investigações.

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O Teatro de Gil Vicente
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